44.973
postos revendedores de derivados de petróleo operavam no Brasil ao fim de 2024.
Fonte: ANP — Anuário Estatístico 2025, Seção 3. gov.br/anpA causa que este mandato abraça
Ele segura a mangueira de um líquido que explode, respira vapor cancerígeno, limpa vidro, calibra pneu, confere óleo, opera o caixa — e ainda é quem fica na frente do assaltante. Depois disso tudo, muita gente ainda acha que ele “só bota gasolina”.
Quem defende o frentista tem número 10800
Vamos falar sem rodeio
“Eu me recuso a aceitar como normal um trabalhador que é assaltado no expediente e no fim do mês ainda tem o prejuízo descontado do próprio salário. Isso não é gestão, não é prejuízo, não é regra de empresa — é humilhação. E humilhação a gente enfrenta, não administra.”
Jacson Montenegro
Não é falta de lei. A lei existe. O que falta é alguém disposto a comprar essa briga dentro da Assembleia Legislativa da Bahia — e a peitar quem lucra com o silêncio da categoria. É isso que estou me candidatando para fazer.
A dimensão do problema
Todo número abaixo tem fonte pública e está linkado. Campanha séria não inventa dado.
44.973
postos revendedores de derivados de petróleo operavam no Brasil ao fim de 2024.
Fonte: ANP — Anuário Estatístico 2025, Seção 3. gov.br/anp~2.700
empresas revendedoras de combustíveis na Bahia, segundo o próprio sindicato patronal.
Fonte: Sindicombustíveis Bahia. sindicombustiveis.com.br~5 mil
trabalhadores da Bahia cobertos pela convenção coletiva da categoria.
Fonte: SINPOSBA / CTB Bahia. sinposba.org.br30%
é o adicional de periculosidade devido a quem opera bomba de combustível — direito pacificado pela Súmula 39 do TST.
Fonte: Súmula nº 39 do Tribunal Superior do Trabalho. tst.jus.brUma a uma
Abra cada item. Se você é frentista, provavelmente vai reconhecer mais de um.
A Súmula 39 do TST é direta: quem opera bomba de gasolina tem direito ao adicional de periculosidade — 30% sobre o salário-base. A NR-16, Anexo 2, trata a operação em postos e bombas de inflamáveis líquidos como atividade perigosa.
Mesmo assim, a Justiça do Trabalho segue cheia de ação de frentista cobrando o que já era dele por lei. Ou seja: o direito existe, mas quem quer receber precisa processar. E quem processa, muitas vezes, já foi mandado embora.
Base: Súmula 39/TST e NR-16, Anexo 2 (Ministério do Trabalho e Emprego).Limpar para-brisa. Calibrar pneu. Conferir água do radiador e óleo. Lavar carro. Trocar óleo. Operar caixa. Repor a loja de conveniência. Limpar banheiro. Tudo isso agrega valor para o dono do posto e comodidade para o dono do carro — e não vira um centavo a mais no contracheque do frentista.
A Justiça do Trabalho já reconheceu repetidas vezes o acúmulo de função nesses casos, com condenação de postos ao pagamento de adicional. Mas de novo: só recebe quem processa.
Exemplo: TRT da 4ª Região — posto condenado a indenizar frentista que também trocava óleo. trt4.jus.brEsta é a que mais revolta. Segundo o sindicato dos trabalhadores da categoria na Bahia, existe uma prática de estabelecer um teto de dinheiro no bolso do frentista e, se o assaltante levar mais do que isso, a diferença é descontada do salário dele.
O trabalhador leva a arma na cara e ainda leva o prejuízo. O risco do negócio, que é do empregador por lei, é transferido para quem ganha piso.
Relato do SINPOSBA sobre assalto em Conceição do Jacuípe (março de 2021), em que a direção do posto exigiu que os frentistas devolvessem parte do valor levado. sinposba.org.brMuito posto opera de madrugada, com movimento de dinheiro vivo, às vezes com caixa eletrônico no pátio — e sem câmera, sem vigilante, sem botão de pânico. O frentista é o para-choque.
O presidente do sindicato da categoria na Bahia resumiu assim:
“não investem em segurança interna para proteger trabalhadores e clientes”Antonio do Lago, presidente do SINPOSBA, em nota do sindicato (2021). sinposba.org.br
A gasolina contém benzeno, classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como cancerígeno do Grupo 1 — o grupo dos comprovados em seres humanos. A exposição está associada a leucemia e outras doenças do sangue.
A NR-15, Anexo 13-A, trata o benzeno como agente cancerígeno, e a legislação previdenciária reconhece aposentadoria especial por exposição. Ainda assim, é comum o frentista descobrir esse direito tarde demais — quando já adoeceu.
Base: NR-15, Anexo 13-A; classificação IARC Grupo 1; Decreto 3.048/99, Anexo IV.Posto não fecha. Feriado, domingo, Natal, Réveillon — tem frentista lá. A escala 6×1 come o domingo com a família, o jogo do filho, a missa, o culto, o aniversário. É uma vida inteira trabalhando enquanto o resto do mundo descansa.
A categoria na Bahia esteve nas ruas em agosto de 2026, junto com a direção do sindicato, pela redução da jornada sem redução de salário.
SINPOSBA — ato pelo fim da escala 6×1, Salvador, agosto de 2026. sinposba.org.brA Lei federal nº 9.956/2000 proíbe o autosserviço nos postos brasileiros — é ela que garante que exista a profissão de frentista. De tempos em tempos aparece projeto no Congresso para derrubar essa lei em nome de “baratear o combustível”.
As entidades da categoria calculam que a liberação do autosserviço colocaria mais de 500 mil empregos em risco no país. Baratear às custas do desemprego de pai e mãe de família não é eficiência: é conta empurrada para o mais fraco.
Base: Lei nº 9.956/2000; estimativa das entidades da categoria sobre o PL 4.916/2019. sinposba.org.brNão é teoria
Cada caso abaixo é público e está linkado na fonte original. Leia e tire sua conclusão.
Bahia · 2021
Assalto a um posto em Conceição do Jacuípe, na região de Feira de Santana. Os criminosos humilharam os frentistas durante o roubo. Depois, segundo o sindicato, a direção do posto exigiu que os trabalhadores devolvessem parte do dinheiro levado.
Fonte: SINPOSBA. Ler o relato do sindicatoJustiça do Trabalho · 2025
A Justiça do Trabalho condenou um posto a indenizar a família de um frentista morto durante ação criminosa no expediente, aplicando a responsabilidade objetiva do empregador: quem lucra com uma atividade de risco responde pelo risco que ela cria.
Fonte: Consultor Jurídico, maio de 2025. Ler a matériaJustiça do Trabalho
O Tribunal Superior do Trabalho já condenou posto de combustível a indenizar frentista do turno da noite que foi vítima de sete assaltos. Sete. E seguiu trabalhando no mesmo lugar, sem que a empresa mudasse nada.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho. Consultar no TST
Compromisso pessoal
“Eu não vou para a Assembleia para tirar foto com frentista em véspera de eleição. Vou para brigar por essa categoria com unhas e dentes — na tribuna, na comissão, na audiência pública e na porta do posto, se for preciso.”
“Quem abastece o carro do baiano todo dia, na chuva e no sol, respirando o que não devia respirar, merece muito mais do que aplauso. Merece direito pago, segurança de verdade e respeito.”
Jacson Montenegro · Republicanos · 10800
Plano de mandato
Cada compromisso vem marcado com o que é competência estadual — que um deputado estadual faz de fato — e o que é federal, onde o trabalho é de pressão e articulação. Prometer mudar a CLT sendo deputado estadual é enganar o eleitor, e isso eu não faço.
Criar e presidir uma frente parlamentar permanente na Assembleia, com assento garantido para o sindicato dos trabalhadores. Causa sem espaço institucional vira discurso solto.
Competência estadualProjeto de lei exigindo, nos postos que operam à noite na Bahia, câmeras em funcionamento com gravação, iluminação adequada, botão de pânico ligado à segurança pública e cofre com depósito programado. Segurança é obrigação de quem lucra, não favor.
Competência estadualLevar a prática ao Ministério Público do Trabalho e à Superintendência Regional do Trabalho com denúncia formal e dossiê de casos, e cobrar termo de ajustamento de conduta do setor na Bahia. O risco do negócio é do dono do negócio.
Pressão e articulaçãoArticular com a Secretaria de Saúde e os CEREST um protocolo de acompanhamento para trabalhadores expostos a benzeno: exames periódicos, notificação de casos e orientação sobre aposentadoria especial. Destinação de emenda parlamentar para viabilizar.
Competência estadualLevar a Assembleia até Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Barreiras, Ilhéus e a Região Metropolitana para ouvir frentista de posto de estrada — que é quem corre mais risco e tem menos voz.
Competência estadualMoção da Assembleia contra qualquer projeto que libere o autosserviço nos postos, e mobilização junto à bancada federal baiana. Não vamos deixar varrer meio milhão de empregos no país em nome de centavos na bomba.
Pressão e articulaçãoUm canal do mandato para o frentista relatar acúmulo de função, periculosidade não paga, desconto indevido e assédio — com encaminhamento ao sindicato, ao MPT e à Defensoria. Sigilo garantido, porque medo de demissão é real.
Competência estadualReconhecimento público, com critérios objetivos e auditáveis, para postos que pagam periculosidade em dia, não descontam assalto, investem em segurança e respeitam a folga. Quem faz certo merece ser mostrado; quem faz errado, exposto.
Competência estadualCursos gratuitos e em horário compatível com a escala, pela rede estadual e parcerias, para quem quiser crescer dentro do setor ou mudar de vida. Ninguém deve ficar preso a um emprego só porque não teve chance de estudar.
Competência estadualRelatório semestral, em linguagem simples, do que foi feito por essa causa: o que avançou, o que travou e por quê. Publicado aqui no site e entregue ao sindicato. Cobrança tem que ter onde bater.
Competência estadualTire suas dúvidas
Sim. A Súmula 39 do Tribunal Superior do Trabalho estabelece que os empregados que operam em bomba de gasolina têm direito ao adicional de periculosidade, de 30% sobre o salário-base. A NR-16, Anexo 2, classifica a operação em postos e bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos como atividade perigosa.
Pode configurar acúmulo de função. Quando o trabalhador é contratado para uma função e passa a exercer, de forma habitual, atividades de outra — lubrificador, caixa, limpeza, lavagem — a Justiça do Trabalho tem reconhecido o direito a um adicional pelo desequilíbrio entre o que foi contratado e o que é exigido. Guarde provas: escala, fotos, mensagens e testemunhas.
O risco da atividade econômica é do empregador. Desconto salarial só é admitido nas hipóteses previstas em lei — e assalto, em regra, não é uma delas, já que não houve dolo nem culpa do trabalhador. Se isso aconteceu com você, registre boletim de ocorrência, guarde o holerite com o desconto e procure o sindicato da categoria e o Ministério Público do Trabalho.
A legislação previdenciária prevê aposentadoria especial para quem comprova exposição habitual e permanente a agentes nocivos, e o benzeno presente na gasolina é reconhecido como cancerígeno. O tempo exigido e a documentação (PPP, LTCAT) variam conforme o caso — procure o sindicato ou orientação previdenciária qualificada antes de dar entrada.
Hoje não, porque a Lei federal nº 9.956/2000 proíbe o autosserviço nos postos brasileiros. O risco mora nos projetos que aparecem no Congresso para derrubar essa proteção. As entidades da categoria estimam mais de 500 mil empregos ameaçados no país caso isso avance.
Direito trabalhista é lei federal — um deputado estadual não muda a CLT. Mas ele pode e deve: propor lei estadual de segurança nos postos, criar frente parlamentar, realizar audiências públicas, destinar emendas para saúde do trabalhador, acionar o Ministério Público do Trabalho, fiscalizar e dar visibilidade política à causa. É exatamente isso que está no plano desta página.
Sua história importa
Relato com sigilo. Quanto mais caso documentado, mais força tem a denúncia no Ministério Público do Trabalho e mais difícil fica ignorar a categoria. E se você não é frentista, mas acha isso tudo errado: some-se também.
Quem defende o frentista tem número 10800
Transparência
Consultado em agosto de 2026. Se algum dado estiver desatualizado, avise a equipe — a correção é feita e registrada.